Pensamento

"A poesia não é mais do que a memória de nossa pureza original". (Tristão de Ataíde)

23 de fevereiro de 2011

Inscrições abertas para o Prêmio São Paulo de Literatura 2011

                O Governo do Estado de São Paulo abre inscrições para o Prêmio São Paulo de Literatura 2011. Autores e editoras de romances lançados em 2010 podem inscrever-se em uma das duas categorias: Melhor Livro do Ano e Melhor Livro do Ano - Autor Estreante. No ano passado, o Prêmio São Paulo de Literatura, da Secretaria de Estado da Cultura, deu a largada para a consagração do estreante Edney Silvestre e também celebrou o pernambucano Raimundo Carrero. A partir de quinta-feira (17/2), autores e editoras que publicaram romances em 2010 podem inscrever as obras em uma das categorias do Prêmio: Melhor Livro do Ano e Melhor Livro do Ano - Autor Estreante.
               O prêmio vai conceder R$ 200 mil para o melhor livro do ano e o mesmo valor para a melhor obra de autor estreante. “O Governo do Estado de São Paulo incentiva a leitura por meio de vários eventos e programas da Secretaria de Cultura. Enquanto o Prêmio São Paulo de Literatura festeja os autores novos e os já consagrados, o programa Viagem Literária aproxima leitores de escritores, por meio de encontros nas bibliotecas municipais. Há ainda o Festival da Mantiqueira, que promove o debate entre autores e público, em São Francisco Xavier”, afirma Andrea Matarazzo, Secretário de Estado da Cultura de São Paulo.
               Para concorrer ao prêmio, os livros de ficção do gênero romance devem ser escritos em língua portuguesa, publicados e comercializados pela primeira vez em 2010. Confira o regulamento completo do Prêmio São Paulo de Literatura. Até o dia 4 de março, escritores e editoras podem entregar a documentação necessária pessoalmente ou (enviar) pelos correios para a Secretaria de Estado da Cultura / Núcleo de Protocolo e Expedição. Rua Mauá, 51, Luz. São Paulo – SP. CEP 01028-900.
            Os finalistas, no máximo dez em cada categoria, serão anunciados durante o IV Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura, realizado em maio, em São Francisco Xavier (SP). Os dois grandes vencedores do Prêmio São Paulo da Literatura serão conhecidos durante a cerimônia de premiação no dia 1º de agosto, no Museu da Língua Portuguesa.

Fonte: Twitter Amigos da Cultura

Lançamento:

Concurso

31 de janeiro de 2011

Programação da S.A.B.:


Roda de Leitura (aberta ao público)


Local: Biblioteca Central

Horário: 19:30h

10.02.2011- Carlos Drummond de Andrade.

24.02.2011- Cecília Meireles.



Roda de Leitura (aberta ao público)

Local: Biblioteca Central

Horário: 19:30h

10.03.2011- Chico Buarque.

Espetáculo de mímica (aberto ao público)

18.03.2011- "Cenas da vida" com o ator Tótila.

Local: Biblioteca Central

Horário: 19:30h



Sarau lítero-musical (aberto ao público)

Dia 28.04.2011- Grupo de poetas da SAB e Jackson Carvalho

Horário: 19:00h

Local: Biblioteca Central



29 de janeiro de 2011

Ilustrador brasileiro quer processar alemão por plágio

               O ilustrador José Luiz Benício, mais conhecido como Benício, 74, tomou um susto na última quarta-feira quando foi avisado, pela internet, de que a capa que desenhou para o disco "Amar Pra Viver ou Morrer de Amor", de Erasmo Carlos, em 1982, foi plagiada na Alemanha. "Faço parte de um grupo de ilustradores na internet e eles que viram. Já coloquei uma advogada para correr atrás disso e ver o que pode ser feito. Minha intenção é fazer um acordo", disse Benício à Folha.
               O acusado de plágio é o MC alemão Morlockk Dilemma, cuja capa do álbum "Circus Maximus", que será lançado oficialmente em fevereiro, é praticamente igual à capa desenhada por Benício nos anos 1980. "Não posso deixar isso acontecer. É um absurdo, ele copiou exatamente a mesma capa que eu desenhei, o fundo, é tudo igual, a essência é a mesma, só mudou a cabeça do cara", diz o ilustrador. Benício é um dos ilustradores mais importantes do país. Ele ficou famoso nos anos 1960 após fazer ilustrações para revistas e cartazes de filmes, principalmente pornochanchadas. É dele o icônico cartaz do filme "A Super Fêmea", com Vera Fischer, nos anos 1970.

Fonte: Folha.com

21 de janeiro de 2011

Márcia Denser - A favorita de Paulo Francis

              Herdeira literária de Oswald de Andrade e Hilda Hilst, a escritora Márcia Denser tornou-se célebre nos anos 1970/80 após o lançamento de "Diana Caçadora" e "Tango Fantasma". Os dois livros lhe renderam os rótulos que hoje ela mesma define como bobagens: musa dark da literatura e escritora favorita de Paulo Francis.  A escritora paulistana, com trinta anos de carreira e uma das melhores fortunas críticas do país (era a preferida de Paulo Francis) – o que equivale a não fazer nenhum ponto na loteria esportiva! –, vem aproveitando sua coluna no Congresso em Foco para mostrar sua insatisfação contra o conservadorismo e o marasmo que, segundo ela, tomaram conta da vida intelectual brasileira nos últimos anos. Não há flagrante porque a sintática de Denser é brilhante, psicodélica, terrível e, ao mesmo tempo, delicada e triste. Não é aí que a polícia do pensamento conservador encontrará algum ilícito. Está tudo na mente, na história, ou, como prefere Denser, no corpo da linguagem.


               Nas histórias de devassidão, amores traídos, bebedeiras, estranhos jogos de sedução, desesperadas reflexões existenciais, construção e desconstrução de personagens – aí mora o crime. Aí encontrar-se-á aquela fundamental subversão, raiz de todo humanismo verdadeiro, que é sempre rebelde e fora-da-lei, visto que sua ética e justiça não podem ser aprisionadas em nenhuma carta constitucional.

Fonte: Publicado originalmente por Miguel do Rosário em 16/07/2007 - http://portalliteral.terra.com.br/artigos/o-humanismo-fora-da-lei-de- enviado por Natan de Alencar

20 de janeiro de 2011

SAB participa da Semana Cultural

              
              Dia 21/1 às 20h os poetas da Sociedade Amigos da Biblioteca, a SAB se apresentam na Biblioteca Central como parte da semana cultural realizada pela Prefeitura. Além de declamação e leitura de poemas haverá também a participação do músico, Jackson Carvalho. Dia 22 a SAB estará colocando um varal de poesias na Praça Princesa Isabel.  

17 de janeiro de 2011

Estação das Artes é palco de debate sobre políticas para Juventude

                O 1º Fórum Metropolitano de Hip e Hop e Juventudes que foi realizado ontem (16-01) na Estação das Artes teve boa participação de membros do movimento Hip Hop da maioria das cidades da região Metropolitana da Baixada Santista e contou com pessoas vindas da capital, do grande ABC como Ribeirão Pires e de Marília no interior do estado. O local escolhido deu um ar de interior para o evento, mas revelou um patrimônio em estado de abandono que é o imóvel da antiga estação ferroviária e que é hoje a Estação das Artes.

              A discussão motivada pela mesa que foi composta pelo diretor da Secretaria de Juventude de São Vicente, Danilo Otto, a membro da Central Única das Favelas de Guarujá – CUFA, Mina Su e o palestrante e também presidente do Conselho de Cultura de Marília Eric Meireles de Andrade girou em torno do desenvolvimento de políticas voltadas para a juventude onde a Cultura Hip Hop tem papel de destaque. Andrade ressaltou a importância da criação de políticas voltadas para o público jovem, mas fez a seguinte observação: “Política pública de Juventude não pode ser um oba-oba. Tem que saber pra onde vai”. O palestrante também citou as dificuldades dos artistas em geral de captar recursos públicos e enumerou como sendo a primeira dificuldade das entidades artísticas a parte da legalização, a segunda a dificuldade seria a montagem de projeto e a terceira a prestação de contas. Eric também lembrou que é muito importante para todos ligados ao movimento cultural lerem o Plano Nacional de Cultura em lembrou da imensa dificuldade que tem o movimento Hip Hop de se unir e disse: “Planejar significa ter acesso”, conta.

              Danilo Otto falou sobre a importância da participação dos jovens nas discussões, pois poucos se interessam e falou dos projetos desenvolvidos em São Vicente voltados para a juventude como o Tubo de Ensaio, Jepom e muitos outros. Mina Su representante de Guarujá falou do trabalho que a CUFA vem realizando na cidade utilizando a arte como inclusão social e mostrou a preocupação do envolvimento dos jovens com o crime e convidou a todos a participarem da CUFA Guarujá.

                                                          Estação das Artes


             O diretor cultural, Joaquim Teixeira, acompanhou os membros do Conselho de Cultura que estavam presentes no Fórum para um passeio pelo local e foram até o outro lado da estação. Foi mostrada as condições do imóvel que se encontra ocioso, somente sendo utilizado como depósito e que necessita de reformas urgentes. Joca como é mais conhecido citou o desejo da Secretaria de Cultura de tornar o local num ponto para eventos culturais

                                                                      

                                                                     Saia justa


            Ao fazer uso da palavra o membro do Conselho de Cultura de Cubatão, Paulo Rodrigues, citou a expressão Cultura de Gueto se referindo ao Hip Hop, o que causou uma pequena saia justa entre os presentes e para os organizadores, mas que não teve maiores consequências.

9 de janeiro de 2011

A escritora Chantal Dalmass dá livros nas ruas de São Paulo

               
                Maria Beatriz Soares é paulista, advogada/USP, escritora e já salvou 3716 livros da fogueira da editora PLANETA e agora doa de graça nas ruas de São Paulo. Já dei pessoalmente 3220 dos 3716 livros que seriam QUEIMADOS pela editora para liberar espaço, em sua operação fatal de "redução/destruição de estoque". Tenho dado tanto ultimamente que até ganhei um título: a GENI LITERÁRIA. Você se lembra da Geni da música? Aquela que dá pra todo mundo.
                Perguntam-me sobre a reação das pessoas nas ruas, durante minhas distribuições gratuitas de livros em São Paulo.Há quem ache arriscado que eu fique lá parada na calçada, dando assim pra qualquer um. Pois eu digo que sinto imenso prazer em dar na rua. Dar livros!Na rua já dei para estudantes e professores, lojistas e camelôs.Dei para o pipoqueiro, o roqueiro, o intelectual.
                 Dei para Talita, a atriz e louca comportada, que fingiu acreditar nas minhas mentiras. Dei para a blogueira Lilian, escritora e leitora voraz. Dei para moças de aparelhos nos dentes, dei para a prostituta e o travesti, dei para o casal de atores Bruna e Ricelli no CINESESC. Dei para o famoso diretor de teatro e para o rapaz fantasiado de Garibaldo; dei para porteiros e seguranças, manobristas, balconistas, ativistas, altruístas, vigaristas...Dei para garçons e jornalistas, o Marcus Vinicius Gomes escreveu sobre mim; dei para o grupo animado a caminho da rodoviária, ficaram de ler o livro durante a viagem.Dei para o ex-ministro, dei em mãos. Político poderoso, dono do mundo. Dei para o esfarrapado, que pode ter vendido o livro ou o trocado por coisa mais útil.
                  Dei para a socialite e ela, muito elegante, guardou os exemplares na sua bolsa de grife. Dei para o orador, dei para o ventríloco, dei para quem não tinha nada a dizer. Dei para poetas, atletas, estetas. Gente bonita e gente feia (apenas dou, sem olhar a quem). Dei para o rapaz que encontrou o livro num banco na rua e pegou; afinal, achado não é roubado. Dei para o leitor que me conhecia desde as primeiras publicações na revista VIP, dei para gente que nunca tinha ouvido falar de mim.
                  Dei para engravatados, tatuados, advogados, desdentados.Dei na porta do jornal FOLHA SP para o músico Alaor, um artista, que simpatia! Dei para mais artistas: Louis e Reynaldo. Dei para o publicitário Ton Figueiredo caminhando apressado na avenida Paulista; primeiro ele resistiu, depois aceitou (e gostou).

                  Dei para a linda atriz de cabeça raspada, presente de uma mentirosa de muito cabelo. Dei para o fotógrafo Paulo Eduardo Passos, que me clicou para o Projeto 100 STRANGERS: 100 ROSTOS, 100 HISTÓRIAS, na praça Benedito Calixto.Dei MILHARES de livros. Dei UMA entrevista: para Fabio Navarro, do Gangrena Diário. Dei para jovens e velhos, só não dei para menores de idade, pois o meu público é adulto. (Também não dei para o mendigo da avenida Paulista, mas apenas porque ele recusou. Fedorento, um caco, o cara passa por mim, pára, olha-me de cima a baixo, e rosna: "Terrorista!". Juro, o mendigo da Paulista me chamou de TERRORISTA. Apropriei-me do título, mais um que ganho nessa vida fácil de dar na rua.)
                  Passada a surpresa de ser abordado por uma mulher dando de graça e desarmada, sempre foi bom para todos. É por essas e outras que pretendo continuar dando nas ruas, dando livros! Vou distribuir pessoalmente cada um dos 3716 exemplares que salvei da fogueira da editora PLANETA. Minhas histórias, ainda vivas e circulando, inspirando paixões, traições, vinganças. Na rua, os livros vão das minhas mãos para as mãos dos leitores. Darei os livros para cada leitor que eu tiver a sorte de encontrar nas filas, calçadas, praças e ruas de São Paulo.

*Texto retirado do blog da escritora (chantaldalmass.zip.net)